Futebol

           Além de treinar os passes e a corrida, o que favorece o crescimento, a criança exercita a relação com a autoridade, a autonomia das jogadas, o respeito pelos outros jogadores. Durante uma partida informal, os aspectos emocional, físico e motor estão ativados ao mesmo tempo, o que é muito rico. Ansiedade, inseguranças, questionamentos podem vir à tona e ser processados no jogo ou em conversas com a turma. Isso inclui as questões éticas.

           As crianças questionam as regras, e aí o futebol dá outra oportunidade: a de formar cidadãos críticos. Quanto mais eles participam da construção das regras, quanto mais questionam e entendem o porquê de o jogo ser como é, mais comprometidos ficam em cumprir o combinado.

           Faz parte aprender o valor de repetir uma, duas, dez vezes até dominar o lance e chegar a uma boa jogada. É importante também cair e levantar, lidar com a dor e com a agressividade (a própria e a dos outros), a frustração de ficar no banco ou de ver o time perder. O campinho pode ser um bom lugar para viver intensamente esse turbilhão de emoções, como um laboratório das experiências que virão, quando será preciso enfrentar ambientes heterogêneos e competitivos, driblar as adversidades e pôr a bola para frente todos os dias.