Que dança é essa?

     Como educadora sempre me pergunto o quanto as escolhas estéticas e metodológicas que escolho, repercutem no meu entorno.

     Esse texto é uma partilha de cuidado para responder as questões que possam estar surgindo.

     Quando criança minha professora de ballet mandava prender a barriga. Eu então com 5 anos de idade, recebia a informação de um adulto que impunha ao corpo criança que ele não estava dentro daquela dança e que era preciso ajustar-se ao esforço de conter a barriga menina, e no meu caso, um grande anseio por dança, pois era preciso caber naquela única opção de experimentar o corpo.

M ar     Minha crítica á técnica é somente quando ela vem fora do seu tempo. O baby class é um momento de encantamento, de despertar o corpo para receber a técnica mais a frente.

     Nas aulas-encontros de ballet que tecemos a cada quarta-feira, aprendemos caminhos para a linguagem do ballet buscando o respeito à dança da infância.

     Muitos devem estar se perguntando como estamos fazendo isso. Como o nosso assunto tem sido a dança de meninas mágicas (pois toda criança carrega em si magia, beleza e encantamento), sustentando a vida marinha, a vida das baleias e sereias, com a poética que as estrelas, os tubarões e todos os peixinhos têm a nos oferecer, venho sustentando uma voz que (en)canta um corpo que dança ritmos, paisagens e intenções sem separação.

     Nesse corpo, os passos do ballet surgem sustentados por uma voz que organiza e apresenta o ritmo e a expressividade, através de uma dança cantada, que nos coloca em relação com o saber da dança unindo corpo, ritmo e as imagens da nossa poética marinha com os passos do ballet.

     A música clássica logo mais vai se apresentar de um jeito brincante ao encontro semanal que experimentamos e adentramos a cada quarta-feira.

     Nosso mergulho de delicadeza com o corpo criança-sereia é um caminho de descobrir a si mesmo e o dançar junto, através da repetição da linguagem que tecemos com o brincar. Através dos encontros e desencontros, seguimos buscando encanto que faz o ballet acontecer.

        Li Scobár.

 

 

 

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