Projeto de Artes: Sexto relato.

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      Relato sobre a trajetória do projeto de artes, escrito pela nossa professora Li Scobár.
      Perguntas são linhas com iscas de pesca.
     A proposta cativou, pois tudo o que parte de uma chuva de idéias acolhe, faz ver, ouvir a si e ao outro. Seguimos então com a imagem que se apresentou com urgência, tornando visível seu corpo:
     ”Wabi-sabi, filosofia que contempla a beleza da impermanência, integrando o imperfeito, as marcas do tempo que fissuram o corpo.”
     Esse tema se apresentou pulsando possíveis, idéias, algo muito humano e difícil tingido de ouro. Trajetória do que humano se reconhece imperfeito.
     Me empolguei compartilhando com os colegas a delicadeza de algo que buscamos tornar visível a todos. Gosto das instruções, desses disparadores de criação, para que algo possa se erguer, tornar-se concreto, e então, presente.
     A obra capturou o gesto de todos que a fizeram, deixando ali no papel vozes e silêncios, lacunas e possíveis.
     Descrição da performance:
 
     A teacher Larissa deitou num papel craft, onde contornamos seu corpo com giz branco. Recortamos o corpo com uma tesoura e dispusemos o corpo extendido numa cadeira. Junto a ele, um pote de tinta dourada.
     A performance foi compartilhada, enquanto com o corpo em mãos, o apresentei ao circulo de pessoas presentes. O apresentei pela palavra que também era gesto. Das minhas mãos amassava a figura, a qual passou de mão em mão do grupo que performou tempos diferentes que se encontravam no mesmo gesto que marcava o papel, o corpo resultando num circulo de papel.
     Chegando a esse ponto, abrimos a figura com delicadeza e a dispusemos no chão. Enquanto buscava abrir o tubo de tinta dourada, enquanto preenchia as marcas deixadas pelo gesto no corpo, falei sobre o conceito de wabi-sabi, quanto integração das marcas do tempo em qualquer substância, naquele caso, o corpo marcado por memórias, gestos, acontecimentos.
     A ideia era que todos os presentes entrassem em contato com as próprias marcas, tingindo de dourado as fissuras do corpo que se tornou coletivo.
     Li Scobár
     Professora Assistente
     Maple Bear Jaguaré.
     Para saber mais sobre o nosso projeto de artes, clique aqui, e para ler o primeiro relato da nossa assessora de artes Fernanda Assumpção, clique aqui, para ler o relato da nossa Diretora Pedagógica, Maria João, clique aqui, para ler o relato da nossa treinadora Canadense, Elaine Beltran, clique aqui. Para ler o relato da nossa Diretora Administrativa, Lisiane Niero, clique aqui, e para ler o relato da nossa Coordenadora Pedagógica, Greice Martins, clique aqui.

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